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sábado, 30 de junho de 2012

Da Guarda Penitenciária à Polícia Penal


Na década passada, já se ouvia que o sistema penitenciário brasileiro estava falido. Desinformados exageravam na retórica e o povo se sentia desprotegido com a violência sendo alimentada de dentro dos estabelecimentos penais. Já os técnicos de defesa social diziam que o sistema estava abandonado, desassistido. Antes, efeito da violência, o sistema transformava-se em causa.

Em 2003, o novo governo criou a Secretaria de Defesa Social, fusão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos com a de Segurança Pública. Lá, a Subsecretaria de Administração Penal, parte específica da Execução Penal cometida ao Executivo, identificou expressivos aumentos e diversificação no espectro da tipificação e uma nefasta evolução da covardia e da organização no currículo de novos custodiados. Para enfrentar essa revigorada ameaça social, encontrou uma configuração anacrônica, com recursos humanos, logísticos e administrativos insuficientes, além de uma acentuada dissonância entre as rotinas e os procedimentos operacionais desejáveis e necessários. 

Criaram-se a Superintendência de Coordenação da Guarda Penitenciária, a Diretoria de Inteligência Penitenciária e o Comando de Operações Penitenciárias Especiais (Cope), inspirado no Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal. Isso se deu em razão de pesquisas e assimilação do entendimento de a Administração Penal ter duas vertentes: a Guarda Prisional, que realiza a custódia, e um Corpo Técnico (advogados, médicos, dentistas, psicólogos, enfermeiros, educadores, assistentes sociais etc.), que cuida da ressocialização.

Para liberar-se a PMMG da custódia em estabelecimentos penais, agentes penitenciários foram treinados para isso, iniciando com a assunção da guarda externa das penitenciárias Nelson Hungria e José Maria Alckmin. Na sequência, Dutra Ladeira, Centros de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresps) e as cadeias públicas, reformadas e com a denominação de presídios. A transferência do encargo para a Subsecretaria permitiu realocação de efetivos da PMMG em patrulhamento de logradouros e retorno de efetivo da Polícia Civil à atividade finalística de investigação. O aumento de unidades denominadas Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) foi um fato positivo.

A Guarda Penal - originariamente Guarda Penitenciária - tende a atuar à semelhança da U.S.Marshalls, agência federal dos Estados Unidos, realizando a segurança de tribunais, cumprimento de mandados de prisão, escolta de presos, recapturas, fiscalização de penas restritivas de direito.

A Guarda Penal mineira, via efetividade, desalojou a inércia que vigorava. No Congresso desde 2004, está a PEC 308, que busca o reconhecimento normativo da Polícia Penal. Alguns parlamentares estaduais, diante dessa demora, estão inclinados a reconhecer, via PEC estadual, que a Administração Penal, realizada com fundamento no poder de polícia penal, é a própria Polícia Penal. 


Fonte: Em Minas Gerais

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A importância oculta dos agentes, a nova ‘cara’ do sistema e a teimosia do óbvio

Segurança pública é um ciclo imenso. Quando um deles não funciona, é trabalho perdido. 

Sem querermos fazer nenhum trocadilho com a já banalizada violência na Paraíba, onde pessoas são esquartejadas por qualquer motivo, vamos “por partes”.

1 -a imprensa e o povão pouco sabem (e é até bom que não se inteirem mesmo) que entre os agentes penitenciários existe um grupo cuja missão é investigar determinadas ligações entre os mundos interno e externos dos presídios. Ou seja, existe um serviço de inteligência. E para quem se perguntar “onde está isso que ninguém vê?”, a resposta segue também como pergunta: serviço de inteligência é para ser visto? Se assim o for, não é inteligência.

Foi a partir do trabalho desse pessoal que os acusados de esquartejar duas mulheres em João Pessoa, na quarta-feira (6), foram parar atrás das grades. E confessaram o crime.
Na verdade, os mandantes dessa barbárie são presos que estão recolhidos no Roger. O serviço de inteligência apurou e repassou informações importantes aos setores competentes da investigação criminal, que completaram o trabalho.

2 -há quem não goste quando falamos a respeito, mas, na nossa singela opinião, o sistema prisional paraibano está, sim, dando passos importantes. Falta muito. A estrutura ainda é precária. O ambiente continua sendo o inferno na terra, e a categoria deve fazer pressão constante no governo. Mas está caminhando.

3 -o sistema prisional – agora, é necessário que a imprensa e o povão saibam – é um setor extremamente estratégico para investigar a violência nas ruas. Grande parte das piores mazelas que acontecem bem longe das grades tem origem nas prisões. Portanto, não adianta muita coisa investir apenas nas polícias Civil e Militar. Segurança pública é um ciclo imenso. Quando um deles não funciona, é trabalho perdido.

Fonte: Paraíba em Qap

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PARABÉNS AGENTES PENITENCIÁRIOS - AGENTE AGE

Parabéns aos Agentes Penitenciários de Sergipe, em especial a equipe de plantão do dia de hoje (02/12/11) do Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto, localizado na BR 101, São Cristóvão, que em tempo deu a resposta imediata à tentativa de fuga de detentos. Graças ao grande profissionalismo, empenho, e a imensa vontade de ter a missão bem cumprida - SEGURANÇA PÚBLICA CIDADÃ. E tudo isso SOMENTE foi possível devido a inovadora Lei Complementar 72/2002, previu para os Agentes Penitenciáros de Sergipe o porte de arma, Efetuar recapitura de Foragidos, Escoltas, Investigação, Intervenção em rebeliões, Presidir a Corregedoria, Dirigir Unidades Penais e até mesmo o Departamento Penitenciário Estadual. E isso só tem em Sergipe. Em âmbito nacional busca-se que os Deputados Federais votem a Proposta de Emenda Constitucional PEC 308/2004, que reconhece constitucionalmente essa atividade, desta forma, os Agentes Penitenciários do resto do país poderão agir da mesma maneira competente. PARABENIZAMOS OS NOSSOS DESTEMIDOS HERÓIS. PEC 308 JÁ.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Campanha Cristiano Alves de Doação de Sangue e Plaquetas Ano III - 4ª Etapa


Código da Campanha - 175


23 de Novembro
- 08:00 no HEMOSE


OBJETIVOS


Estimular e sistematizar as doações de sangue e de plaquetas na categoria dos Agentes Penitenciários e da Sociedade em âmbito nacional, principalmente nos meses que antecedem quatro grandes datas comemorativas, a saber: Carnaval, São João, Dia dos Pais e Natal.

Contribuir de forma significativa com os Hemocentros Nacionais, mantendo um cronograma regular de doações, oportunizando o exercício da cidadania e a sensibilização da sociedade civil.

Destacar a importância do Agente Penitenciário* (* Policial Penal ) como Ordenador Social bem como promotor de cidadania.

Divulgar a “Proposta de Emenda Constitucional 308/04” que visa à inclusão do Sistema Prisional Brasileiro no Artigo 144 da Constituição Federal, reconhecendo-o como Instituição inerente à Segurança Pública, sensibilizando a sociedade civil tornando-a aliada no processo de fortalecimento das instituições de Segurança Pública.

( Diretriz mais votada na 1ª CONSEG – Conferência Nacional de Segurança Pública, Realizada de 27 a 30 de Agosto de 2009 em Brasília – DF )

HOMENAGEM

A campanha é uma homenagem ao Agente Penitenciário José Cristiano Alves dos Santos, que em 13 de junho de 2008, a 17 dias antes de completar 32 anos, faleceu em decorrência de Dengue Hemorrágica.

Doe Sangue


DOAR SANGUE É UM ATO DE SOLIDARIEDADE QUE AJUDA A SALVAR VIDAS.

O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do corpo, defender o organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue e, por isso, ele é vital.

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador porque a recuperação é imediata após a doação. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e, em uma doação, são coletados no máximo 450 ml. É pouco para você e muito para quem precisa.

Ao decidir doar sangue, o doador passa por uma entrevista para dar maior segurança a quem doa e a quem o receberá. Neste momento, o doador também receberá informações e poderá tirar todas as suas dúvidas.

É importante lembrar que a participação de pessoas com sangue fator RH negativo é fundamental, já que ele está presente em apenas 15% da população mundial. As festas juninas e os períodos de férias escolares costumam ser críticos. Por isso, doe sempre que puder e, especialmente, nestas épocas do ano.

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA DOAR SANGUE

- Sentir-se bem, com saúde;
- Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional;
- Ter entre 16 e 65 anos;
- Pesar mais de 50 quilos.

RECOMENDAÇÕES PARA O DIA DA DOAÇÃO

- Nunca vá doar sangue em jejum;
- Durma pelo menos seis horas na noite anterior à doação;
- Não tome bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
- Evite fumar por pelo menos duas horas antes da doação;
- Evite alimentos gordurosos nas três horas antecedentes à doação;
- Interrompa por 12 horas atividades como pilotar avião, helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar paraquedismo ou mergulho.

QUEM NÃO PODE DOAR

- Quem teve diagnóstico positivo de hepatite B e C;
- Mulheres grávidas ou que estejam amamentando;
- Pessoas que estão expostas às doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de Chagas;
- Usuários de drogas;
- Pessoas que fizeram tatuagens ou colocaram piercing em locais não controlados pela Vigilância Sanitária nos últimos 12 meses;
- Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativo, nos últimos 12 meses.

DIREITOS DO DOADOR

O doador voluntário tem direito a um atestado médico que lhe concede um dia de folga no trabalho ou na escola. Doadores regulares são isentos das taxas de inscrições em concursos públicos. Além de ajudar a salvar vidas, quem decide doar sangue tem a oportunidade de passar por uma avaliação médica criteriosa de forma gratuita.

O QUE ACONTECE DEPOIS DA DOAÇÃO

O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem-estar e poderá posteriormente conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu sangue. Estes testes detectarão seu tipo sangüíneo e doenças como AIDS, sífilis, doença de chagas, HTLV I/II, hepatites B e C. Em caso de positividade de algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra para confirmação, se necessário, encaminhado a um serviço de saúde.

O DESTINO DO SANGUE DOADO

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes como hemácias, plaquetas e plasma, o que permite que mais de um paciente seja beneficiado a partir da mesma coleta. Os componentes são distribuídos aos hospitais sergipanos para atender a casos de emergência e a pacientes internados.

HORÁRIO

O Hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30min, sem intervalo para almoço. O fornecimento de sangue para as unidades funciona diariamente com plantão 24 horas.







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